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5 mai 2010 3 05 /05 /mai /2010 11:40

INTRODUCAO POR  FLORENCE  SSEREO 

 

06 Florence Ssereo

 

 

 

 

 

 

Desde 1991 que Florenc Ssereo, ugandesa, trabalha na UNESCO. Desde 2004, está nos Departamentos Multi-Países deste organismo (em Addis Abeba, depois em  Dar es Salam e. hoje, na sede, em Paris).É Especialista do Programa Educação.

Além disso, militou na JEC, ao nível do seu país (de 1972 – 1985), na Coordenação da JEC panafricana (Nairobi, 1985 – 1986) e da JEC Internacional (Paris, 1987 – 1991).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Florence, tu não ficas indiferente perante esta iniciativa: Apoio às sociedades civis emergentes em África?

Efectivamente, a sociedade civil, em muitos lugares, está ainda ausente ou adormecida e quanto mais depressa ele despertar, melhor. Os apoios são, portanto, bem-vindos e necessários.

 

Tu que viajas muito e há muito tempo através da África, podes dizer-nos o que entendes por “sociedade civil”?

Primeiramente é preciso notar que a sociedade civil sempre existiu em África. Pessoas ou grupos de pessoas: associações, ONG, sindicatos existem há muito. Estas organizações trabalham independentemente dos poderes políticos constituídos. Fala-se então de sociedade civil. Em África, ela opôs-se às autoridades coloniais, às autoridades militares, aos partidos únicos, aos totalitarismos.

 

E estás de acordo que se fale, hoje, de sociedades civis “emergentes”?

Sim, um pouco por toda a parte, hoje, verificamos que a sociedade civil começa a tomar consciência dos seus direitos e até começa a organizar-se para os reivindicar.(1)

 

Que direitos?

O direito à educação, à saúde, aos cuidados, à habitação, a todos os serviços de base. A sociedade civil quer que sejam respeitados a coexistência, a tolerância, todos os princípios democráticos. Numa palavra, hoje, os cidadãos são cada vez mais ávidos de justiça social.

 

Mas estamos apenas no início?

Temos diante de nós um trabalho de longo alcance : a educação para os valores. Esta educação não é automática. Porque não traduzir, em todas as principais línguas africanas, a declaração universal dos direitos humanos, por exemplo?

No âmbito do meu trabalho e no contexto do sistema das Nações Unidas, há um plano de acção para a educação para os direitos humanos que foi votado pela Assembleia Geral das Nações Unidas. A execução desse plano realiza-se ao nível de cada país em colaboração com os ministérios da Educação Nacional e com a sociedade civil.

Temos também campanhas internacionais de sensibilização com Dias Mundiais. O 3 de Dezembro é o Dia Mundial das pessoas com deficiência que também têm direito a uma participação activa na sociedade; o 10 de Dezembro, o Dia dos Direitos Humanos; o 8 de Março é o Dia Mundial das mulheres: lutamos  pelo advento da paridade homem-mulher. A Semana da educação para todos, em Abril: trata-se com esta campanha mundial de manifestar que a educação é um direito para todos. Todos estes dias, semanas, campanhas reforçam a sociedade civil.

 

Não se pode esquecer o apoio financeiro dado a certas iniciativas e a certos projectos

 

07 DSC03316

 

 

 

 

Um exemplo: o Projecto Integrado de Reabilitação Godanaw em Addis Abeba. Mulatu vê a miséria dos seus concidadãos e, com eles, dá-lhes a possibilidade de se porem a caminho. Cria um centro onde hospeda mulheres jovens a quem assegura uma formação.(2)

A UNESCO não ficou indiferente: foram concedidos apoios a esse Centro

 

 

 

 

 

 

Terminemos esta rápida introdução sublinhando uma expectativa: quando a sociedade civil for mais forte, as eleições sancionarão as autoridades políticas ineficazes e os governos estarão ao serviço dos governados!

 

 

08 congo election 20070806

 

 

 

Nota à Introdução


(1). Florence está de acordo com Thierry Michel: “Quer sejam explorados pelas grandes multinacionais cotadas na bolsa quer peloa operadores chineses, os trabalhadores das minas correm o risco de ficar no desemprego mas…há contudo uma reivindicação socialNo Katanga, há uma verdadeira sociedade civil que faz greve, que se revolta, que interpela o poder político”Jeune Afrique, 21 de Fevereiro de 2009


(2). Vidéo en français :

 

 

 


 

 

 

 

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Octobre 2009,


Les associations de la Coalition Publiez Ce Que Vous Payez – France, se retrouvent à Paris, au Secours Catholique, rue du Bac, avec Marou Amadou et Ali Idrissa, tous deux membres de la coalition PCQVP – Niger.

Marou a été arrêté et incarcéré le 10 août pour les positions qu'il avait prises en tant que Président du Fusad sur le coup d'état constitutionnel. Il a été mis en liberté provisoire après cinq semaines d'incarcération et vient quelques jours en France et en Belgique. C'est l'opportunité pour nous de rencontrer ces deux militants.


Je suis allé à cette rencontre avec camescope et appareil photo. Mais en les entendant et en comprenant ce qui se passe au Niger, je me dis : « Vaut mieux ne pas sortir mes appareils. Mettre Marou et Ali sur internet, c’est les exposer un peu plus ».

Je leur pose tout de même la question :

- « Il vaut mieux éviter les photos et les interviews sur internet ? ».

Mais, surprise :

« Non, au contraire. Vous pouvez filmer, faire connaitre notre combat. Nous voulons vivre. Nous n’avons pas peur. Nous voulons une meilleure répartition des richesses, nous voulons un peu plus de démocratie. Pourquoi avoir peur ? Nous ne pouvons pas vivre dans la peur. Soutenez nous. »


Gérard Warenghem

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